ABANDONO DA ESTÁTUA DE SÃO FRANCISCO: VEREADORA KARLINDA COELHO COBRA MEDIDAS URGENTES

Quando estar prestes de completar 21 anos de sua inauguração, a Estátua de São Francisco das Chagas de Canindé, maior monumento religioso do mundo em homenagem ao santo, estar abandonada”, o relato é da vereadora, Presidente da Câmara Municipal de Canindé, Karlinda Coelho.
Segundo ela, o único patrimônio religioso histórico do Município administrado pela Prefeitura Municipal estar necessitando de cuidados especiais urgentes.
O abandono da imagem de São Francisco de Assis não é apenas um descuido estético ou uma falha de manutenção; trata-se de um profundo desrespeito à fé, à história e ao simbolismo de um dos maiores exemplos de humildade e amor à criação que a humanidade já conheceu. Quando permitimos que a poeira, as rachaduras e o esquecimento tomem conta de sua estátua, estamos silenciando visualmente a mensagem de paz e fraternidade que ele dedicou à sua vida inteira para espalhar.
“A Estátua foi inaugurada no dia 4 de outubro de 2005 e desde esse período nunca passou por nenhuma manutenção”, observa a parlamentar.
O monumento erguido no Alto do Moinho, mede 30,25. Na sua construção o investimento financeiro foi da ordem de 2,2 milhões. A obra foi feita com 18 toneladas de ferro, 3.500 sacas de cimento de 50 quilos. Possui uma escadaria com 125 degraus, que leva até o mirante com capacidade para 15 pessoas. Na gola do santo surgiu uma rachadura devido o período invernoso.
A imagem do padroeiro ganhou revestimento com pastilhas de cerâmica vitirificadas, tamanho 2×2 cm, procedentes da China.
“Essas pastilhas estão sendo tiradas de forma constante e nada tem sido feito para evitar a depredação de vândalos e romeiros”, frisa Paulo Italo.
Ao todo eram 789 metros quadrados de pastilhas, o que representava 2 milhões e 250 mil pastilhas de vidro de revestimento.
Foi inaugurada pelo então Governador na época Lúcio Alcântara.
O monumento surgiu das mãos do artista Canindeense Deoclécio Soares Diniz o BIBI.
Uma imagem sacra serve como um canal de conexão espiritual e um farol de devoção para a comunidade. Ver o santo do desapego e do cuidado com os mais vulneráveis ser ele próprio negligenciado gera uma contradição dolorosa. ‘’Zelar por esse monumento é manter viva a chama da solidariedade e do respeito ao sagrado que ele representa. Restaurar e cuidar da estátua de São Francisco é, acima de tudo, um ato de reverência à nossa própria identidade cultural e espiritual, reafirmando que os valores que ele pregou continuam valendo o nosso cuidado e a nossa atenção diária’’, finalizou Karlinda Coelho.