O vereador D
udu do Geladão tem cobrado constantemente da administração pública mais agilidade, maquinário e melhorias na manutenção e recuperação das estradas vicinais e de acesso à zona rural. Segundo ele, são 1.512 quilômetros de estradas, num raio de 3.218,42km2.
Falta de Maquinário: Apontou a escassez ou o número reduzido de máquinas (como patrol e caçambas) disponíveis para atender a grande demanda das estradas vicinais.
Impacto no Escoamento e Mobilidade: Destacou que a buraqueira e a falta de encascalhamento dificultam o tráfego de moradores, o transporte escolar e o escoamento da produção agrícola.
Cobrança por Resposta da Gestão: Requer providências urgentes das Secretarias de Infraestrutura para acelerar o cronograma de patrolamento e recuperação dos trechos mais críticos.
Prejuízo Financeiro: Mostrar o trabalhador rural perdendo a produção que estraga no caminho.
Cobrança Direta: Contrapor o pagamento de impostos com o abandono das comunidades.
Exemplos Práticos de Depoimentos
A educação está sendo jogada na lama por falta de uma patrol.”
Produtor Rural: “A gente rala o ano inteiro para colher. Na hora de vender, o caminhão não entra e a fruta apodrece. Quem vai pagar o meu prejuízo?”
Morador (Saúde): “Se alguém infartar aqui na comunidade à noite, morre. Ambulância nenhuma consegue passar por essa buraqueira.”
As promessas de recuperação das estradas vicinais parecem caminhar em um ritmo completamente diferente da urgência de quem vive no interior. Enquanto o cronograma da prefeitura se arrasta entre justificativas burocráticas e falta de maquinário, o relógio não para o morador da zona rural. Onde deveriam estar tratores e caçambas trabalhando a todo vapor, reina o silêncio do abandono e o barulho dos carros quebrando na buraqueira.
O SENTIMENTO DE ABANDONO
“Eles vêm aqui, tiram foto, dizem que a máquina chega na próxima semana, mas essa semana nunca chega. A gente vê o tempo passando, o sol secando a terra, depois a chuva vem destruindo tudo de novo. Parece que o morador da zona rural não tem valor, que a nossa vida pode esperar a boa vontade deles.”
A lentidão nos trabalhos não é apenas um detalhe logístico; ela paralisa vidas, cancela o futuro de jovens e sufoca a economia local. Cada dia de atraso na manutenção das vias representa um dia a menos de aula para as crianças e um risco de morte para quem precisa de atendimento médico urgente. A comunidade relata que o maquinário enviado é insuficiente e opera em passos de tartaruga, deixando trechos críticos completamente esquecidos.
O IMPACTO DA LENTIDÃO
“Não dá mais para ouvir a desculpa de que ‘estão resolvendo’. Se estivessem trabalhando sério, a estrada já estaria pronta. Enquanto eles demoram meses para consertar um trecho de poucos quilômetros, meu filho perdeu duas semanas de aula só este mês porque o ônibus não consegue passar. A paciência da comunidade acabou.”
O vereador Dudu subiu o tom das cobranças na Câmara Municipal, classificando o ritmo das obras como “inaceitável” e exigindo um plano de ação imediato com força tarefa total. A população já não aceita mais paliativos ou promessas para o próximo mês. Quem sofre na pele com o isolamento exige máquinas na pista e trabalho ágil agora.
