O lixão a céu aberto na Comunidade de Barro Vermelho, as margens da CE-257 no Município de Canindé geram graves impactos, como a contaminação do solo e dos lençóis freáticos pelo chorume, além de riscos à saúde pública devido à queima de resíduos e proliferação de vetores. A região enfrenta um cenário crítico, abrigando centenas de áreas de descarte irregular.
A presença e a gestão inadequada dos resíduos sólidos no município acarretam consequências severas que afetam diretamente o meio ambiente e a qualidade de vida local:
Diante desses crimes a Vereadora Lorena de Oliveira, apresentou Requerimento de nº 282/2026 no Plenário da Câmara Municipal, cobrando medidas urgentes para esse grave problema de saúde pública e ambiental.
Ela enumerou os principais problemas ambientais, saúde e sociais, como por exemplo;
Poluição do Solo e da Água: O chorume (líquido tóxico gerado pela decomposição do lixo) infiltra-se no solo, podendo atingir e poluir o Rio Canindé e os lençóis freáticos da região.
Riscos à Saúde Respiratória: A prática de queimar lixo nos lixões libera fumaça tóxica que atinge bairros vizinhos e causa ou agrava doenças respiratórias na população.
Proliferação de Vetores: O acúmulo de resíduos a céu aberto atrai insetos, roedores e urubus, aumentando o risco de surtos de diversas doenças infecciosas.
Condições de Trabalho Precárias: Catadores que atuam nesses locais ficam expostos a materiais cortantes, substâncias químicas e lixo contaminado.
‘’A coleta de lixo e a destinação final na região segue ativo na Câmara Municipal de Canindé, com cobranças por melhorias operacionais, descarte correto e maior fiscalização. caminhão passa, mas a gente vê lixo acumulado o tempo todo e os cachorros rasgando sacos. Isso sem falar no descarte irregular que atrai insetos e traz doenças para perto da nossa família. Precisamos de uma coleta mais eficiente e de fiscalização, pois a nossa saúde está em jogo.”, denuncia a vereadora.
“Eu entendo que a prefeitura tem sua responsabilidade, mas nós também temos. Não adianta reclamar do lixo acumulado se a gente coloca o resíduo na calçada fora do horário do caminhão de coleta. Canindé é a casa de todos nós. Falta mais conscientização de alguns vizinhos, mas também precisamos que o poder público garanta a limpeza regular e o descarte seguro, inclusive dos resíduos que vêm da saúde.”
“Canindé tem o desafio histórico de lidar com o lixo e o meio ambiente. A gente sabe das leis e dos planos de resíduos sólidos, mas na prática, na nossa rua, o que a gente quer é um sistema que funcione o ano todo. Precisamos de um destino correto e de um fim para os lixões a céu aberto que poluem o nosso município.”, finalizou Lorena de Oliveira.
