A valorização da mulher em Canindé (CE) é impulsionada pelo aumento da representatividade política e pelo fortalecimento de redes de apoio institucional. O protagonismo feminino tem reconfigurado a tomada de decisões no município, garantindo espaço para pautas essenciais como igualdade de direitos e combate à violência doméstica.
Com um olhar voltado para essas questões a Presidente da Câmara Municipal de Canindé, Karlinda Coelho apresentou Projeto de Lei de nº 023/2026, instituindo diretrizes para implementação de Políticas Públicas do cuidado no Município.
‘’Hoje Canindé, tem várias representatividades que colocam as mulheres à frente das decisões políticas e institucionais. Juíza, promotora de justiça, vereadoras, secretárias de saúde, educação e assistência social’’, formam uma rede de mulheres que todos os dias contribuem com o crescimento e o desenvolvimento de Canindé’’, observa Karlinda Coelho.
Protagonismo no Legislativo: A Câmara Municipal conta com uma forte bancada feminina. As vereadoras têm sido fundamentais na proposição de projetos de lei voltados para o apoio às mães, educação infantil, assistência social e igualdade de oportunidades.
Procuradoria da Mulher: A Câmara Municipal de Canindé mantém a Procuradoria da Mulher, um órgão focado no acolhimento, orientação e defesa dos direitos femininos, prestando atendimento individual e desenvolvendo campanhas de conscientização na cidade.
Rede de Proteção: O Ministério Público do Estado do Ceará atua ativamente no município por meio de projetos como o Rede Mulher, que articula os órgãos locais para ampliar a proteção às vítimas de violência doméstica e promover a conscientização.
Conferências e Mobilizações: A Prefeitura Municipal de Canindé e entidades locais realizam conferências periódicas de políticas para as mulheres e marchas em prol dos direitos femininos, debatendo democracia, respeito, diversidade e autonomia.
Apesar dos avanços e do crescente impacto político, a sociedade canindeense segue em mobilização constante na luta contra o machismo e em busca de equidade salarial e de oportunidades.
‘’Políticas Públicas do cuidado, precisam a cada dia, ganhar novos mecanismos, onde o foco principal, são pessoas em alto grau de vulnerabilidade’’, frisa Karlinda Coelho.
A Política Nacional de Cuidados (também conhecida como o Plano Brasil que cuida) é uma diretriz do Governo Federal brasileiro que reconhece o trabalho de cuidado como um direito humano e uma responsabilidade compartilhada entre o Estado, as famílias, a sociedade e o setor privado.
Seu objetivo principal é criar uma rede de apoio para quem precisa de cuidados (crianças, idosos, pessoas com deficiência e doentes) e valorizar quem cuida.
Por que essa política existe?
Sobrecarga feminina: Historicamente, o trabalho de cuidar (afazeres domésticos, acompanhamento médico, higiene de dependentes) recai desproporcionalmente sobre as mulheres, especialmente negras e de baixa renda. Isso impede muitas delas de estudar, trabalhar fora ou ter tempo de descanso.
Envelhecimento da população: Com o aumento da expectativa de vida, a demanda por profissionais e estruturas que auxiliem idosos e pessoas com dependência cresce exponencialmente.
Profissionalização: A política visa formalizar, qualificar e remunerar justamente os profissionais que atuam na área.
Principais diretrizes:
Reconhecimento: Tratar o cuidado como um serviço essencial para a sustentabilidade da vida e o funcionamento da sociedade.
Redução de desigualdades: Promover a equidade de gênero, raça e classe, oferecendo suporte estatal e comunitário para que as famílias não fiquem sobrecarregadas.
Ampliação de serviços: Fomento a redes de apoio como creches, centros-dia para idosos, casas-lares e assistência domiciliar.
