PRESIDENTE DA PROCURADORIA ESPECIAL DA MULHER EM CANINDÉ KARLINDA COELHO PARTICIPA DE ENCONTRO NACIONAL

A Presidente da Procuradoria Especial da Mulher, da Câmara Municipal de Canindé, Karlinda Coelho, participou de um encontro inédito contra o feminicídio no Brasil. Foi a única Procuradora da região a participar do evento, devido sua forte atuação e influência no combate à violência doméstica e familiar nos Sertões de Canindé.
O encontro do Pacto Brasil Contra o Feminicídio em Fortaleza ocorreu no último dia 25 de junho de 2026, no Museu da Imagem e do Som (MIS). O Ceará foi o primeiro estado brasileiro a aderir oficialmente à iniciativa do Governo Federal, que articula os Três Poderes para integrar ações de prevenção e combate à violência de gênero.
O evento contou com a presença da primeira-dama do Brasil, Rosângela “Janja” da Silva, acompanhada pelo governador Elmano de Freitas, pela vice-governadora Jade Romero, e prefeito de Fortaleza, Evandro Leitão, primeira dama do Estado Lia Freitas, deputada federal Luiziane Lins. O principal objetivo foi promover uma atuação conjunta e célere entre as instituições públicas para garantir medidas protetivas ágeis, o acolhimento humanizado das vítimas e a responsabilização dos agressores
‘’Não podemos mais tolerar que mulheres e meninas percam suas vidas simplesmente por serem mulheres. Esse encontro é a prova de que o Estado brasileiro, junto aos governos estaduais e municipais, está mudando a cultura institucional para agir com rapidez, desde a medida protetiva até a responsabilização severa dos agressores.”, observa Karlinda Coelho.
“Eu sou a prova viva de que o silêncio mata, mas a rede de apoio salva. Tenho encontrado casos, que as vítimas preferem o silêncio, o anonimato, com medo de represálias. Participar deste encontro só reforça que a violência contra a mulher não tem território definido e pode estar dentro da nossa própria casa. O pacto nos dá voz e mostra que nenhuma mulher está sozinha. Que o meu relato sirva de coragem: denuncie, busque ajuda no Ligue 180 e acredite que é possível recomeçar.”, fortaleceu a Presidente.
“Historicamente, a luta pelo fim da violência contra a mulher foi carregada apenas pelas próprias mulheres, mas o Pacto Brasil Contra o Feminicídio traz uma mudança cultural urgente: os homens precisam assumir a responsabilidade e rever os próprios comportamentos machistas. Combater a misoginia não é um favor, é um dever de toda a sociedade para que nossas mães, irmãs e filhas possam viver em paz e com segurança.”, alerta Karlinda Coelho.
Sob o impacto de altas históricas, a vereadora lembra que o Pacto Brasil Sem Feminicídio articula rede de proteção em encontros criados para fortalecimento na defesa das mulheres.
Com o registro de uma morte violenta por razões de gênero a cada 5 horas e 25 minutos no país, gestores, judiciário e sociedade civil debatem estratégias conjuntas para frear a violência contra a mulher.
‘’O Brasil enfrenta um dos períodos mais críticos no que tange à violência de gênero. Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública revelam que o país registrou quase 400 vítimas fatais logo no primeiro trimestre do ano. Diante desta realidade alarmante, os encontros estaduais do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio é nada mais que a formação de uma rede para fortalecer a articulação entre os Três Poderes e a sociedade’’, enfatiza a Presidente da Procuradoria Especial da Mulher em Canindé.
Segundo ela, o objetivo central dos debates é garantir que a rede de proteção não sofra falhas estruturais, aprimorando desde o atendimento nas delegacias e hospitais até a celeridade dos julgamentos. Durante as plenárias, especialistas destacam que o feminicídio é o ápice de um ciclo contínuo de agressões e, por isso, a prevenção primária e a educação são ferramentas fundamentais’’, disse.
No encontro, autoridades reforçaram a importância de aproximar as ferramentas de denúncia da população. Entre as principais frentes de ação do pacto estão:
Celeridade processual: Prioridade no julgamento de crimes dolosos contra a vida.
Medidas protetivas: Garantia de eficácia e rapidez na concessão e fiscalização de medidas.
Educação e cultura: Capacitação de agentes públicos com perspectiva de gênero e enfrentamento ao machismo estrutural.
Apesar do cenário preocupante, iniciativas integradas já demonstram impactos positivos. Em Canindé, onde o pacto ganha força e tem atuado fortemente, a articulação entre os sistemas de justiça tem diminuído o tempo de tramitação dos inquéritos, garantindo respostas mais rápidas às famílias.
Especialistas e representantes das pastas de Direitos Humanos e Mulheres lembram que o combate ao feminicídio é dever de toda a sociedade. Casos de ameaça ou violência doméstica podem e devem ser denunciados anonimamente através do Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher, uma ferramenta vital para interromper o ciclo da violência antes que ela se torne letal.